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Política BR
Opinião

Fuga de Flávio Bolsonaro expõe brechas de controle

Jato privado, rotas internacionais e falta de fiscalização

Augusto ValenteAugusto Valente28 de out. de 2026

Em 30 segundos

  • Senador Flávio Bolsonaro chegou a Miami em jato privado dias depois de perder a eleição.
  • A viagem passou por Argentina e Equador, usando passaporte italiano para entrar na primeira.
  • O caso revela falhas de monitoramento e necessidade de maior rigor nas autoridades.

42h — tempo entre a declaração de não sair e a chegada a Miami

Poucos dias depois de perder a eleição, o senador Flávio Bolsonaro (PL‑RJ) chegou a Miami em jato privado. A chegada aconteceu na manhã de 28/10/2026, após a Polícia Federal pedir ao ministro Alexandre de Moraes a apreensão do passaporte, segundo o g1.

Segundo a Agência Brasil, o avião que deixou o Equador pousou pouco antes das 10h30 (horário de Brasília) no aeroporto Opa‑Locka, em Miami. A Folha de S.Paulo registrou que o intervalo entre a declaração de que não sairia do país e o desembarque foi de 42h.

A CartaCapital informou que o senador esteve na Argentina na noite de 27, depois em Guayaquil, no Equador, e então seguiu para Miami. A Folha de S.Paulo acrescentou que ele usou um passaporte italiano para entrar na Argentina, evitando o controle migratório brasileiro.

O jato era um Gulfstream G400 LV‑JQW da companhia aérea argentina Baires Fly S.A., empresa citada em investigação, segundo a Folha de S.Paulo. O uso de aeronave particular demonstra o privilégio de quem dispõe de recursos financeiros elevados.

A Polícia Federal já havia apontado risco de fuga em pedido ao ministro Moraes para apreender o passaporte, conforme o g1. Mesmo assim, o senador escapou, o que evidencia falhas de monitoramento.

Para quem paga impostos, essa sequência mostra que a ausência de controle rigoroso permite que autoridades escapem das próprias regras. É urgente reforçar a fiscalização de documentos, de voos internacionais e garantir que ordens judiciais sejam cumpridas, sob pena de minar a confiança pública e a segurança nacional.

Conta que não fecha, alguém paga. E quase sempre é você.

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