O dinheiro que volta para quem doou: o que quer dizer?
Uma pessoa doa à campanha de um político e, depois, recebe dinheiro que esse político controla: da cota parlamentar, de uma emenda ou da própria campanha (que também usa o Fundo Eleitoral, dinheiro público). Comparamos o CPF de quem doou (publicado pelo TSE) com o CPF de quem recebeu: na cota e na campanha o CPF é inteiro; nas emendas, o Portal da Transparência mostra o nome e 6 dígitos do CPF. Não é ilegal por si: quem aluga um escritório ao gabinete ou trabalhou na campanha pode também ter doado. É um ponto que merece explicação, não uma acusação. Valores abaixo de R$ 20 mil (e, na campanha, abaixo de R$ 100 mil) ficam só como informação. O assessor com o mesmo nome do doador é sempre só informação: a Câmara não publica o CPF dos assessores.